🌍 Na The Sun Places, o luxo também se encontra na história e na cultura.
Por isso, convidamo-lo a descobrir a Rota de Magalhães e Elcano, uma expedição que mudou o mundo e que tem em Sanlúcar de Barrameda o seu ponto de partida e chegada.
A Primeira Volta ao Mundo, completada por João Sebastião Elcano em 1522, é o orgulho de uma cidade que hoje mantém viva a sua memória através do Círculo de Artesanos, uma entidade centenária que fez desta epopeia a sua marca identitária.
Com a The Sun Places, queremos que esta experiência faça parte da sua estadia de luxo, oferecendo-lhe a possibilidade de percorrer os mesmos caminhos daqueles valentes marinheiros e de entender por que Sanlúcar de Barrameda é o ponto de partida e regresso da maior aventura da história.
A 20 de setembro de 1519, cinco navios e 250 homens partiram do porto de Sanlúcar de Barrameda ao comando de Fernão de Magalhães, um navegador português ao serviço da Coroa de Castela.
Três anos depois, a 6 de setembro de 1522, apenas um navio, a Victoria, e 18 homens, ao comando de João Sebastião Elcano, regressaram ao mesmo porto, completando a Primeira Circunavegação da Terra.
Esta epopeia, que mudou para sempre a história da humanidade, tem em Sanlúcar um lugar privilegiado.
Hoje, o Círculo de Artesanos, uma associação fundada em 1904, mantém viva a memória desta façanha, sensibilizando a cidadania para a importância de ter sido o ponto de partida e regresso da expedição.
A Rota de Magalhães e Elcano, A história que mudou o mundo, uma viagem que começou em Sanlúcar de Barrameda
A Primeira Volta ao Mundo não foi um capricho, mas uma necessidade comercial. O objetivo era encontrar uma rota para as ilhas das Especiarias (as Molucas) evitando o controlo português sobre África.
Foi então que Fernão de Magalhães, um português veterano de África e da Índia, chegou a Sevilha em 1517 com um projeto audacioso: encontrar uma passagem a sul da América e chegar ao "Mar do Sul" que Balboa tinha descoberto no Panamá.
Depois de ser rejeitado pelo rei de Portugal, encontrou apoio na corte de Carlos I. A 22 de março de 1518, foram assinadas as capitulações em Valladolid.
Magalhães, já naturalizado castelhano, foi nomeado comandante da expedição, governador e adelantado das terras que descobrisse.
A frota, chamada "Armada das Molucas", era composta por cinco navios: a Trinidad (capitânia), a San Antonio, a Concepción (onde João Sebastião Elcano servia como contramestre), a Victoria e a Santiago.
Após meses de preparativos, a expedição partiu de Sevilha a 10 de agosto de 1519, descendo o Guadalquivir até chegar a Sanlúcar de Barrameda.
Ali ultimaram os abastecimentos, e a 20 de setembro, a frota adentrou-se no Atlântico, dando início à Rota de Magalhães e Elcano.
A travessia da Rota de Magalhães e Elcano: motins, gigantes e a tão esperada passagem
Depois de atravessar o Atlântico e percorrer as costas do Brasil, a expedição chegou ao Rio da Prata, que confundiram com a tão esperada passagem. Ao constatarem que era água doce, continuaram para sul, contornando a imensidão da Patagónia.
A 31 de março de 1520, na baía de San Julián, eclodiu um motim liderado por Juan de Cartagena.
Magalhães sufocou-o com mão firme: o capitão Gaspar de Quesada foi decapitado e o seu corpo esquartejado. Elcano, pela sua valia como marinheiro, foi indultado.
Naquele local, os expedicionários encontraram os nativos, os patagões, que lhes chegavam à cintura, e a quem chamaram "Patagâon" (pé grande), de onde provém o nome Patagónia.
A 1 de novembro, após uma longa busca, encontraram a passagem: um labirinto de canais e fiordes que Magalhães chamou de "Estreito de Todos os Santos", hoje conhecido como Estreito de Magalhães.
Durante a navegação, a San Antonio desertou e regressou a Espanha. A 27 de novembro, os três navios restantes saíram para o oceano que Magalhães batizou de "Pacífico" pela sua aparente calma.
Começava então a travessia mais dura: 110 dias sem ver terra, com provisões podres, água amarelada, ratos como iguaria e o escorbuto a dizimar a tripulação.
A 6 de março de 1521, chegaram às Marianas, e a 16 de março avistaram as Filipinas, continuando assim a Rota de Magalhães e Elcano.
A morte de Magalhães e o regresso de Elcano
Nas Filipinas, Magalhães envolveu-se em conflitos locais e morreu na batalha de Mactán a 27 de abril de 1521.
Após a sua morte, a expedição ficou dizimada. Apenas 114 homens sobreviveram para comandar três navios, pelo que queimaram a Concepción e continuaram para as Molucas na Trinidad e na Victoria.
Em Tidore, carregaram especiarias, mas a Trinidad teve de ficar para reparações. A Victoria, ao comando de João Sebastião Elcano, empreendeu o regresso a Espanha pelo Índico, completando a Rota de Magalhães e Elcano.
Depois de contornar o Cabo da Boa Esperança e fazer uma escala em Cabo Verde (onde 13 homens foram aprisionados pelos portugueses), a Victoria chegou a Sanlúcar de Barrameda a 6 de setembro de 1522.
Apenas 18 homens regressaram a casa. Tinham dado a volta ao mundo em três anos e percorrido 78.000 quilómetros.
O Círculo de Artesanos: guardiões da memória da Rota de Magalhães e Elcano
O Círculo de Artesanos de Sanlúcar de Barrameda, fundado em 1904, é uma associação que tem mantido viva a memória desta epopeia.
Durante 121 anos, tem sido um centro cultural aberto e plural, com quase 300 sócios. Em 2010, criaram os "Prémios Fernão de Magalhães e João Sebastião Elcano" para sensibilizar a cidadania para a importância histórica de Sanlúcar.
Organizaram a recriação histórica do 6 de setembro e colaboraram em congressos internacionais.
Além disso, promoveram a candidatura da cidade a "Capital Espanhola da Gastronomia" em 2022, que foi um sucesso.
O Círculo de Artesanos tem recebido reconhecimentos como a Medalha da Província de Cádiz em 2025, a Insígnia de Ouro da cidade em 2014 e o Prémio à Excelência Cultural Publicações do Sul em 2023.
O Mês da Circunavegação: Setembro de 2026
Todos os setembros, Sanlúcar de Barrameda revive a epopeia da Rota de Magalhães e Elcano com um mês repleto de atividades culturais que comemoram a partida e o regresso da expedição.
Organizado pelo Círculo de Artesanos, o Mês da Circunavegação transforma a cidade num palco vivo da história.
O ponto alto é o 6 de setembro, dia da chegada da Victoria, com uma recriação histórica que percorre as ruas da cidade desde o desembarque até ao Castelo de Santiago, seguida do tradicional "Jantar com Elcano".
Mas a programação estende-se ao longo de todo o mês com uma oferta cultural única.
O Auditório Manolo Sanlúcar, localizado na antiga igreja do Convento da Merced no Barrio Alto, acolhe alguns dos concertos mais destacados do ciclo, incluindo a reposição de "Medea", a obra-prima que o genial guitarrista compôs para o Ballet Nacional e que adaptou para guitarra.
O Museu Manolo Sanlúcar, dedicado à vida e obra do guitarrista, também participa nesta celebração com exposições e atividades especiais.
O programa de 2026 inclui uma variedade de eventos para todos os públicos:
- Música e flamenco: desde concertos flamencos na Peña "Puerto Lucero" até espetáculos como "A travessia de Magalhães-Elcano" no Auditório Manolo Sanlúcar e o ciclo "A guitarra: Elcano do flamenco" no Bajo Guía.
- Fóruns e conferências: O XI Fórum "Sanlúcar e os Oceanos" aborda temas como a recriação histórica do 6 de setembro e a cosmologia da Esfera.
- Recriações históricas: Além do 6 de setembro, o 20 de setembro (dia da partida da expedição) é celebrado com um mercado medieval na Praça da Paz.
- Gastronomia e provas: Harmonizações de cervejas Victoria e manzanillas, com atuações musicais e equestres.
- Atividades para todos: Circuitos culturais, concentração de carros 2 CV, batismo do mar e visitas guiadas ao Castillito.
Todas as atividades são de acesso livre ou com lotação limitada, e os bilhetes podem ser adquiridos na sede do Círculo de Artesanos (rua São João, 11) ou nos diferentes pontos de venda indicados.
O que esta história representa para Sanlúcar e The Sun Places
A Rota de Magalhães e Elcano e o Círculo de Artesanos são dois pilares da identidade de Sanlúcar de Barrameda.
A primeira representa a coragem e o espírito de exploração; o segundo, a memória e a cultura.
Para a
The Sun Places, esta história é muito mais do que um relato do passado: é uma inspiração para oferecer experiências únicas e autênticas, e também um compromisso com a divulgação de um feito histórico irrepetível como a
Rota de Magalhães e Elcano. Graças ao trabalho e ao esforço do
Círculo de Artesanos, esta epopeia está destinada a tornar-se uma referência de
Sanlúcar, à altura da
Corrida de Cavalos de Sanlúcar de Barrameda.
Os nossos Apartamentos de Luxo em Sanlúcar de Barrameda são o ponto de partida para percorrer os mesmos passos daqueles marinheiros e entender por que Sanlúcar é o princípio e o fim da maior aventura da história.
Palavra do CEO: Na The Sun Places, a Rota de Magalhães e Elcano fascina-nos porque representa a coragem de explorar o desconhecido. Esse mesmo espírito é o que nos move a oferecer experiências únicas e autênticas. Encorajo-vos a descobrir Sanlúcar de Barrameda, a seguir os passos daqueles que mudaram o mundo e a conhecer o trabalho do Círculo de Artesanos.
O plano perfeito com a The Sun Places para viver o Mês da Circunavegação
Sexta-feira: Chegada e primeiras impressões
Sábado: Recriação histórica e concerto
- Tarde: Assistência à recriação histórica do 6 de setembro e ao Mercado Renascentista da Primeira Circunavegação
- Noite: Concerto no Auditório Manolo Sanlúcar
Domingo: Gastronomia e despedida
- Manhã: Prova de vinhos no Pátio de Colunas da Câmara Municipal
- Almoço: Despedida no Chiringuito La Orilla, no passeio marítimo de Sanlúcar de Barrameda, com umas sardinhas assadas na lenha que exalam o aroma do mar e da brasa, acompanhadas de uma taça de manzanilla das Adegas Barbadillo. O toque final perfeito para uma experiência inesquecível
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Agradecimentos a José Hernandez pela fotografia
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